quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Comida essencial

Há dois anos venho enfrentando diversos desafios, alcancei algumas conquistas mas acabei me descuidando muito, muito mesmo da minha alimentação.

Não é preciso ser especialista para saber que estou usando a comida como válvula de escape. 

Deixei de comer para me alimentar e passei a comer para aliviar (sem resultado) minha ansiedade, minhas frustrações, minhas carências e mais um monte de sentimentos ruins.

Tenho sentido muito cansaço, desânimo, insônia, às vezes uma leve queimação no estomago e como não poderia deixar de ser engordei.

Outra consequência foi a perda de roupas. Eu vestia jeans 38 tranquilamente agora estou prestes a perder meu único jeans 40 (com stretch) porque já está bem apertado.

Não sei quantos quilos engordei, sei que algumas amigas riram quando comentei que havia engordado. Elas me consideram magra.

A questão não é definir se sou magra ou gorda mas procurar uma forma de voltar a me sentir bem, sentir-me bonita, ter disposição para todas as minhas obrigações e ainda sobrar ânimo para brincar e acompanhar o pique da minha filha de 6 anos.

Resolvi que está na hora de parar de me incomodar com o reflexo no espelho e agir enquanto a situação não é tão drástica.

Pesquisando na internet encontrei algumas referências ao livro PENSE MAGRO - A Dieta Definitiva De Beck.  O livro não é novo. Mas eu nunca havia lido ou ouvido algo a respeito.

Comecei a ler ontem e acredito que aprenderei muito. Ao contrário do que eu esperava não há uma dieta específica , sequer há a indicação de uma dieta. E isso me encantou. 

O livro é baseado nos princípios da terapia cognitiva, que concentra-se na correção de pensamentos distorcidos. Em 6 semanas devemos realizar uma nova tarefa a cada dia. Algumas apenas uma vez outras diária ou semanalmente.

Como sou FLY Lady (se você não sabe o que é, não perca tempo visite o blog www.flyrobrasileira.blogspot.com) sei que um passinho de cada vez é ótimo para mudanças significativas e duradouras.

Um projeto que venho adiando é a reeducação alimentar. Agora começo a primeira etapa consciente que  a conquista será demorada e difícil porém essencial. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Controle financeiro

Hoje conversando com duas amigas, uma comentou que no mês que viajou não sobrou dinheiro para colocar na poupança. A outra amiga disse que nem lembrava quando colocou dinheiro na poupança pela última vez. Me lembrei que eu também já fui assim.

Eu nunca fui muito consumista mas antes de planejar minhas despesas e dar os primeiros passos minimalistas eu não via muito motivo para guardar/aplicar/investir dinheiro. Acreditava que o que sobrava das despesas necessárias era tão pouco que não valia o esforço de pensar o que fazer com ele.

Em primeiro lugar o minimalismo me ensinou que nem todas as despesas que eu considerava necessárias são hoje essenciais para mim. 

Em segundo faltava eu assumir o controle do meu dinheiro e aprender a fazer um detalhado planejamento financeiro.

Há quase dois anos alguns acontecimentos inesperados e pertubadores me fizeram assumir despesas e um empréstimo que ainda não consegui quitar.

No entanto já existem mudanças significativas. Ao analisar minhas despesas, eliminei várias por considerá-las supérfluas, mudar alguns hábitos suprimiu outras. Cancelei o cartão de crédito do banco e de lojas de departamento. Só compro a vista.

Quando recebo meu salário transfiro 10% para a poupança (para ter uma reserva no caso de novos imprevistos), só depois pago as contas. As contas variáveis como água e luz são analisadas mês a mês e hoje quando há alteração no valor é para menos do que o planejado nunca para mais.

Eu planejo quanto posso gastar com despesas como lazer, carro, padaria, mercado, farmácia e outros (outros é uma despesa), anoto cada centavo gasto e faço um controle quinzenal. No início eu as vezes ultrapassava o valor estipulado mas hoje isso não acontece.

Minha meta financeira hoje é quitar o empréstimo, enquanto isso não acontece estou estudando sobre investimentos, ações, previdência privada, etc

Assim que possível vou começar a investir para garantir uma futuro financeiro mais estável.







quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quem faz nossos hábitos?

Tenho refletido muito sobre o porquê de hábitos e atitudes e cada pequena escolha diária se torna mais uma reflexão.

Deixar de fazer as unhas, pintar os cabelos ou depilar. Aparentemente hábitos inócuos. Será? Quanto tempo e dinheiro gasto para mantê-los. Quanta ansiedade e estresse porque a cabeleireira/manicure/depiladora desmarcou justo no dia daquela festa/reunião/viagem. E porquê? Para quê?

Eu lembro bem da primeira vez que minha mãe permitiu que a manicure pintasse minhas unhas. A cor escolhida pela minha mãe era quase transparente. Eu não pedi ou insisti para pintar as unhas. Foram minhas amigas que falaram com minha mãe. Elas disseram que todas as meninas da sala tinham pena de mim pois eu era a única que não podia usar esmalte. Minha mãe ficou surpresa. Claro! Eu nunca tinha pedido para usar e na época que minha minha mãe tinha a minha idade esmalte era coisa de mulher, menina não usava nem para brincar. Eu tinha 12 anos.

Hoje minha filha tem 6 anos e suas coleguinhas do pré vão frequentemente para a escola com as unhas coloridas. Algumas trocam a cor todos os dias e ainda decoram com adesivos. 

Quando eu fazia as unhas todas as semanas, ela ficava quietinha do lado aguardando a manicure acabar para olhar suplicante para mim e pedir: - Deixa eu usar pelo menos a base, mamãe. Às vezes eu deixava, e se eu permitisse uma cor clarinha que fosse, era certo receber muitos beijos e abraços calorosos de agradecimento e felicidade.

Desde janeiro simplifiquei muito o cuidado com minhas unhas. Apenas corto e lixo uma vez por semana. Duas ou três vezes por semana passo um creme para hidratar. Desde então minha filha só pediu para pintar as unhas uma vez. 

E como tenho refletido muito, comecei a pensar se não estaria trocando hábitos por modismo, ao ler uma excelente crítica ao minimalismo.

Para tirar a prova fui a um salão e fiz as unhas das mãos e dos pés com direito até a decoração. Achei o resultado bonito mas não compensou o tempo e dinheiro gastos e a saia justa de desviar das mil perguntas da manicure com o cuidado de não ser grosseira.

Decidido. Cuidados com as unhas apenas os essenciais. 

Quem faz meus hábitos agora sou eu.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Sejam bem vindos

Oi! Sejam bem vindos.
Há algum tempo tenho vontade de escrever um blog. 
No início era uma vontade pequenina, que aparecia e sumia sem me incomodar. Com o passar do tempo a vontade começou a crescer a medida que eu me tornei fã de alguns blogs mas eu ainda não pensava sério a respeito. Afinal, não tinha um objetivo definido, tudo o que eu queria era  participar da tal da blogosfera. 
A cada vez que a vontade aparecia um tema surgia. A princípio livros, decoração, maternidade, finanças, a cidade, eventos, turismo e tantos outros. 
Nos meus passeios virtuais conheci a simplicidade voluntária e o minimalismo e me envolvi tanto que a vontade de escrever um blog passou a ser minha companheira diária e um incômodo. Como eu que sempre preservei minha intimidade ia de livre vontade expor minha vida no mundo virtual assim sem mais nem menos? E eu estava apenas começando a aprender sobre um tema já tão bem debatido por tantas pessoas mais experientes que eu. O que eu queria? Quem leria? Será que alguém iria ler? 
Qual meu objetivo em escrever um blog? Essa foi a pergunta que me acompanhou na última semana. Como de costume, pensei, pensei demais. Há dois dias decidi que tiraria essa ideia da cabeça. Para me convencer dizia a mim mesma que eu só queria aprovação para as mudanças que estou realizando na minha vida. Em contra ponto lembrava que compartilhar uma meta aumenta as chances de nos mantermos determinados. Aí o pensamento mudava. Se estou simplificando minha vida, eliminando compromissos porque iniciar um novo compromisso, não essencial? Era melhor pensar em outras coisas. Definitivamente, eu não iria ter um blog.
E agora estou aqui, escrevendo meu primeiro post.
Eu não cheguei a nenhuma grande conclusão, nem tive um insight. Resolvi deixar as suposições de lado e simplesmente escrever.
Não há nenhum tema que eu possa afirmar que domine então esse blog será sobre mim, meu dia a dia, minhas incertezas, minhas descobertas.
Espero que se sintam a vontade, que mesmo não concordando opinem e voltem.
Voltem sempre!